DE MÃO EM MÃO

OS LIVROS

Missa do Galo e outros contos
Dezembro de 2011

Machado de Assis



Sinopse

Este livro apresenta uma seleção de contos de Machado de Assis, um dos maiores escritores brasileiros, reconhecido universalmente. As histórias reunidas tratam de temas como o amor, a vaidade, a morte; e, com humor e inteligência, convidam o leitor a se aventurar pelo mundo da literatura.


Considerado pela crítica especializada um dos 100 maiores escritores da literatura de todos os tempos, Machado de Assis (1839-1908) é um dos poucos autores nacionais a ultrapassar as fronteiras impostas pela língua portuguesa, em termos de reconhecimento universal.


Esse prestígio deve-se, em boa parte, ao resultado estético da sua segunda fase literária, vinculada ao realismo e iniciada com Memórias póstumas de Brás Cubas, em 1881. A obra foi seguramente a mais radical experimentação da prosa brasileira até aquele momento.


Os contos de Machado se diferenciam pela maneira como o escritor ironiza a falta de sentido da vida. A história contada é menos importante do que os recursos estilísticos apresentados, com resultados sempre surpreendentes.


Nesta seleção de contos, que vai de "Missa do galo" a "O espelho", feita especialmente para inaugurar a coleção "De mão em mão", Machado ilumina o mundo interior dos personagens, para revelar-lhes a sua fragilidade.


A partir de temas universais, como o amor, a vida e a morte, Machado de Assis observa o esforço da sociedade brasileira do século XIX na busca de padrões de comportamento superiores, sem conseguir dissimular a sua estrutura profundamente injusta. E esse espelho reflete a nossa própria existência no mundo de hoje.

sobre o autor

Machado de Assis


Machado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto "À Ilma. Sra. D.P.J.A.", no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.

A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.






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